G1 - Domingo, 09 de Setembro de 2007 às 18:03
Kate e Gerry McCann, considerados suspeitos do desaparecimento de sua filha Madeleine, viajaram, neste domingo (9), para o Reino Unido em um vôo regular após chegar ao aeroporto português de Faro por uma área reservadam, cercados de jornalistas e policiais.
O casal, que confessou se sentir assustado com as suspeitas de que teriam matado acidentalmente a menina e escondido seu corpo, partiu às 8h30 (5h30 de Brasília) com seus dois filhos gêmeos de dois anos e outros familiares num vôo da companhia Easy Jet com destino a East Midlands.
Segundo os porta-vozes do casal, as autoridades portuguesas estão de acordo com a viagem, que não tem impedimento legal pela condição oficial de suspeitos que lhes foi imposta na sexta-feira, após longos interrogatórios a respeito de resíduos de sangue e outras evidências encontrados em seu automóvel e em objetos pessoais.
Viagem surpresa
A viagem dos McCann foi anunciada de surpresa na noite deste sábado depois que seus porta-vozes, em um encontro reservado com jornalistas britânicos, asseguraram que o casal tinha decidido permanecer em Portugal para limpar seu nome, embora estivesse muito transtornado com o andamento dos acontecimentos.
O casal de médicos britânicos chegou no dia 30 de abril à Praia da Luz, no Algarve, para passar férias e permaneceu no local após o desaparecimento de sua filha.
Kate e Gerry McCann passaram o sábado reclusos em sua casa alugada na Praia da Luz. Segundo fontes da família, eles estão muito abatidos e ficaram rodeados de dezenas de jornalistas e equipes de televisão que assediaram sua residência todo o dia.
Seguidos
No trajeto ao aeroporto, foram seguidos por vários veículos da imprensa, enquanto unidades da polícia organizavam o trânsito.
Na única entrevista que forneceu nas últimas horas, Gerry McCann expressou ao jornal britânico "News of the World" que está preocupado com o tratamento dado ao casal pela Polícia e com a pressão sofrida para resolver o caso.
"Pensamos que já estamos vivendo nosso pior pesadelo, mas cada vez ele fica pior e pior", lamenta o pai de Madeleine, que assegura, segundo a edição eletrônica do jornal: "não matamos nossa filha, mas estamos lutando por nossas vidas".